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Senador apoia Papa na punição de pedófilos PDF Imprimir E-mail
15-Jul-2010

 
Papa apoia a luta contra a pedofilia do Sen. Magno Malta
 
Magno Malta parabenizou o Vaticano pela postura rígida no combate a pedofilia

O presidente da CPI da Pedofilia, senador Magno Malta, elogiou a decisão tomada pelo Vaticano de acelerar punição para acusados de abuso sexual contra crianças e jovens. Nesta quinta-feira, o Vaticano divulgou novas regras para lidar com maior rapidez com as denúncias de abusos sexuais contra menores cometidos por sacerdotes.

Para o senador, a demora na tramitação de um processo contra pedófilos dá aos acusados uma sensação de impunidade. E a impunidade, no entender de Magno Malta, acaba servindo de estímulo para o criminoso.

“Todas as medidas adotadas para punir crimes de pedofilia e para evitar a prática e disseminação desse delito monstruoso são oportunas e importantes. A Igreja Católica está de parabéns ao reforçar as regras que permitem acelerar a punição aos acusados de pedofilia dentro da instituição religiosa. Essa decisão, portanto, é louvável e digna de apoio de toda a sociedade”, disse o senador.

Entre as medidas adotadas pelo Vaticano nesta quinta-feira está a possibilidade de encaminhar os casos mais graves ao Papa e de punir os responsáveis por “decreto extrajudicial”, sem depender de um processo normal dentro da igreja, que pode ser mais demorado.

O Vaticano passou a permitir a presença de não religiosos nos tribunais eclesiásticos e aumentou o prazo de prescrição dos crimes de 10 para 20 anos após a vítima ter completado 18 anos.

A nova legislação introduz também o crime de pornografia de menores, definindo como delito a aquisição ou divulgação, por qualquer meio, de imagens pornográficas envolvendo pessoas com menos de 14 anos.

Além disso, pela primeira vez o Vaticano também contempla em suas regras o abuso sexual contra pessoas portadoras de deficiência mental.

Os sacerdotes que abusarem de adultos deficientes agora serão tratados da mesma forma que os que abusarem de menores. Esta foi a primeira revisão das regras da Igreja sobre este assunto em nove anos, e foi anunciada após a grande repercussão dos casos de pedofilia envolvendo sacerdotes católicos em vários países.

"A Congregação para a Doutrina da Fé está trabalhando para que as normas sobre os abusos sexuais contra menores por parte do clero ou instituições ligadas à Igreja sejam sempre mais rigorosas, coerentes e eficazes", disse o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.

A revisão das regras anunciada nesta quinta-feira também aborda a ordenação de mulheres como sacerdotes. Segundo o vaticano, qualquer tentativa nesse sentido é um “crime grave”.

Fonte: Assessoria de Imprensa
 
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