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Detenção em Alagoas derruba "império do medo", diz Malta PDF Imprimir E-mail
22-Abr-2010
  
 Em reunião domingo, Magno Malta (C) ouve Marques (E), que foi preso, e Gomes 

Para presidente da CPI da Pedofilia, denúncias envolvendo religiosos – como o caso do monsenhor de Arapiraca – são sempre mais difíceis de se investigar

O senador Magno Malta (PR-ES), que preside a CPI da Pedofilia, relatou na terça-feira o trabalho realizado em Arapiraca (AL), no final de semana passado, quando os senadores ouviram os depoimentos de ex-coroinhas que acusaram padres e dois monsenhores da Igreja Católica de abuso sexual.

Malta lembrou que denúncias de abuso sexual de menores praticado por religiosos enfrentam sempre grandes dificuldades porque as pessoas ficam reticentes ou se calam por medo.

– É uma denúncia de ex-coroinhas que não aguentavam mais o fardo do abuso e, mais que isso, do império do medo sobre suas cabeças. E o império do medo inclui: "Olha, se você falar alguma coisa, quem vai acreditar em você? Eu tenho poder. Aqui, todo mundo beija a minha mão. Veja os políticos: eles passam por aqui, tiram fotos comigo para ter o voto dos fiéis. Ninguém vai acreditar em vocês" – disse o senador.

Os ex-coroinhas contaram em vídeo os abusos sofridos, quando tinham 12 e 13 anos, por parte dos monsenhores Luiz Marques e Raimundo Gomes e do padre Edilson Duarte (que optou pela delação premiada e confirmou o abuso, segundo Magno Malta).

O senador ressaltou que a CPI não está investigando a Igreja Católica que, como instituição, "é maior do que o homem".

– Investigamos indivíduos que, travestidos de religiosos, abusam de crianças – disse o senador, acrescentando que, para sua vergonha, pois é evangélico, no mesmo dia participou, junto com o MP, da prisão de quatro pastores.

Fonte: Senado Federal

 
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