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CPI interroga, em Goiânia, acusado de matar seis jovens PDF Imprimir E-mail
13-Abr-2010
   
O pedreiro Admar de Jesus Silva, acusado de matar seis garotos em Luziânia (GO), prestou depoimento em Goiânia, ontem, ao presidente e ao relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia – os senadores Magno Malta (PR-ES) e Demostenes Torres (DEM-GO).

Segundo Demostenes, o pedreiro confessou detalhes que não havia contado ainda à polícia. Até então, Admar só reconhecia ter mantido relações sexuais com dois menores, mas confessou aos senadores ter matado todos os garotos após o sexo. Demostenes acredita que as novas confissões de Admar à CPI podem agravar ainda mais a sua situação.

– De acordo com a confissão anterior, ele seria indiciado por homicídio. Mas agora são dois crimes: estupro e homicídio (dos seis rapazes) – afirmou.

Admar pode ser considerado um assassino em série, segundo Demostenes.

– Ele disse que, após a relação sexual, sentia ódio e nojo. Disse que ouve vozes e que sonha com os crimes – contou o senador à Agência Senado.

O interrogatório foi realizado na Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás. A CPI da Pedofilia esteve em Luziânia no curso das investigações. O acusado pelos assassinatos, Admar de Jesus Santos, é um pedreiro de 40 anos que havia sido condenado a 14 anos de prisão por pedofilia em Brasília, mas, após cumprir quatro anos, foi beneficiado pela progressão do regime. Admar atraía os jovens oferecendo pequenos trabalhos de pedreiro ou dinheiro. Segundo a polícia, ele matou os jovens a pauladas e os enterrou em covas rasas. O acusado foi preso no último sábado em Luziânia, mas foi transferido no domingo para Goiânia, por motivos de segurança.

Mais cedo, em entrevista à Rádio Senado, Magno Malta disse que, caso fique comprovado que houve desleixo na libertação do pedreiro Admar de Jesus Silva, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deveria punir os juízes responsáveis pela libertação do acusado. De acordo com a polícia que investiga o caso, ele fez sua primeira vítima poucos dias depois de deixar a prisão.

– Havia laudos que apontavam o risco, que [mostravam ser] este homem um pedófilo perigoso. A libertação dele sem qualquer tipo de assistência permitiu essa desgraça – disse Magno Malta.
 
Fonte: Jornal do Senado
 
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