Opnião - O legítimo direito dos Caminhoneiros
Em defesa dos interesses do Espírito Santo, pelos royalties do petróleo, no ano passado, unidos fechamos por algumas horas duas rodovias federais no Espírito Santo. O movimento, ordenado, pacífico e sem qualquer conflito chamou atenção da imprensa nacional e chegou aos ouvidos da presidenta Dilma. Resultado: o governo federal vem atendendo nossas reivindicações e não perdemos os recursos dos royalties. Com participação dos prefeitos, parlamentares e população local ateamos fogo em pneus velhos e liberamos espaços para ônibus, ambulância e viaturas por um período de três horas. Seria incoerência ficar contra o protesto dos caminhoneiros. Inclusive recebi uma comissão e pedi uma trégua até o Ministro dos Transportes, Paulo Sergio Passos, com quem conversei, pudesse intervir. Assim aconteceu e o movimento temporariamente foi suspenso. Sou a favor da ordem e da disciplina, não aceito falta de diálogo em uma democracia. Respeito também o supremo direito de ir e vir, e o que se valendo também da Carta Constitucional do Brasil estabelece a liberdade de expressão e ambos direitos devem acontecer sob a luz da justiça e da dura fiscalização da imprensa. Os caminhoneiros só foram atendidos, em parte, por causa das manifestações que trouxeram algum prejuízo para o Brasil. Médicos, jornalistas, policiais e todas as categorias tem este direito, mas sempre observando que o meu direito acaba quando começa o seu. Toda manifestação legítima deve ser feita com ordem, regras e bom senso em nome da honrada democracia brasileira. A manifestação é uma ferramenta legal para ser usada com consciência. Venceram os motoristas e ninguém morreu, pelo contrário, talvez um filho recém-nascido de algum manifestante possa agora ter mais condições para viver neste mundo conturbado com muitas desigualdades sociais.
Senador Magno Malta
Fonte: A Gazeta de Domingo
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